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Taxa de esforço: qual é o limite saudável em 2026?

Em 2026, o limite de referência desceu de 50% para 45%. Explicamos o que muda e como avaliar uma prestação que o seu orçamento consegue suportar.

5 min de leituraAtualizado 24 de agosto de 2026

No crédito à habitação, a taxa de esforço não deve, em regra, ultrapassar 45%. Mas o máximo permitido não é necessariamente o máximo que devemos suportar.

A taxa de esforço ajuda-nos a perceber que percentagem do rendimento mensal líquido fica comprometida com o pagamento dos nossos créditos.

Desde 1 de agosto de 2026, o limite de referência no crédito à habitação passou de 50% para 45%. Isto significa que, em regra, o total das prestações mensais não deve ultrapassar 45% do rendimento líquido.

Por exemplo, num agregado com 2.000 € de rendimento mensal, 45% correspondem a 900 € em prestações de crédito.

Mas estar abaixo dos 45% não significa automaticamente ter um orçamento confortável.

Em Portugal Continental, a estimativa para 2026 aponta para uma taxa de esforço de caixa mediana de cerca de 29% entre proprietários com crédito à habitação. Considerando agregados com hipoteca ou renda privada, sobe para aproximadamente 31%.

Duas famílias podem ter uma taxa de esforço de 30% e situações muito diferentes. Outros créditos, despesas familiares, poupanças e capacidade para enfrentar imprevistos também contam.

Por isso, antes de comprar casa, faça uma pergunta além de “quanto é que o banco me pode financiar?”: “Quanto podemos pagar todos os meses sem deixar o nosso orçamento no limite?”

Na Xfin, ajudamos a analisar a taxa de esforço, testar diferentes cenários e comparar propostas para tomar uma decisão com mais informação.

Quer perceber quanto pode pagar por uma casa sem colocar o orçamento sob pressão? Fale connosco.

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